Em contribuição à ANEEL, Conselho chama atenção para solicitações não atendidas, custos da universalização e necessidade de alternativas mais econômicas.
O Conselho de Consumidores da Energisa Sergipe (CONCESE) questiona o adiamento das metas de universalização da energia elétrica nas áreas rurais do Amazonas e os custos adicionais que podem recair sobre os consumidores. O posicionamento integra sua contribuição à Tomada de Subsídios nº 24/2026, da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), que discute a revisão do planejamento de atendimento rural, com metas projetadas até 2028.
A discussão envolve 23.117 solicitações de ligação de energia elétrica ainda não atendidas. Para o CONCESE, a ampliação do acesso à eletricidade deve ocorrer com planejamento, acompanhamento dos resultados e justificativas consistentes para eventuais alterações de prazo. O Conselho considera necessário avaliar os efeitos do adiamento sobre a população rural que aguarda atendimento.
Outro ponto destacado é o custo das ligações financiadas com recursos da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), mecanismo que sustenta políticas públicas do setor elétrico e cujo financiamento repercute sobre os consumidores. O CONCESE defende maior fiscalização dos investimentos e critérios que permitam verificar a eficiência dos recursos empregados na universalização.
O Conselho também considera importante avaliar alternativas tecnológicas potencialmente mais econômicas, entre elas os sistemas solares individuais, especialmente em localidades rurais de difícil acesso. A escolha das soluções deve considerar as condições de atendimento, os custos envolvidos e a sustentabilidade dos investimentos.
Ao participar da discussão regulatória, o CONCESE reafirma a defesa da universalização da energia elétrica associada à responsabilidade na aplicação dos recursos. Para o Conselho, garantir eletricidade às comunidades rurais e proteger os consumidores que financiam essa expansão são objetivos que precisam avançar conjuntamente.
