CONCESE define nova composição e debate desafios do setor elétrico em reunião ordinária

Com participação especial do especialista Ricardo Vidinich, encontro abordou impactos tarifários, planejamento energético e prioridades do Conselho para 2027

O Conselho de Consumidores da Energisa Sergipe (CONCESE) realizou, nessa terça-feira, 13 de outubro, sua 10ª Reunião Ordinária de 2026, com destaque para a definição da nova composição do colegiado e a discussão de questões estratégicas do setor elétrico brasileiro. Após analisar as indicações encaminhadas pelas entidades representativas, os conselheiros definiram, por consenso, os representantes das classes residencial, comercial, industrial, rural e poder público. A reunião também tratou da participação do CONCESE em encontros regionais e nacional dos Conselhos de Consumidores, além de encaminhamentos administrativos relacionados à nova composição.

A reunião contou com a participação especial do engenheiro mecânico e administrador Ricardo Vidinich, especialista em regulação do setor elétrico, ex-superintendente da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e ex-presidente do Conselho de Consumidores da Copel. Com extensa trajetória profissional no setor energético brasileiro, Vidinich apresentou uma análise dos principais desafios relacionados aos custos da energia e seus reflexos sobre os consumidores. “O conselho está debruçado sobre os assuntos mais espinhosos do setor elétrico brasileiro, principalmente os assuntos que afetam a tarifa do consumidor. E esse é um dos temas que nós mais debatemos hoje aqui”, afirmou, destacando a importância do acompanhamento das consultas públicas, audiências e tomadas de subsídios promovidas pela ANEEL e pelo Ministério de Minas e Energia.

Outro ponto destacado pelo especialista foi a necessidade de aperfeiçoar o planejamento energético brasileiro diante da expansão das fontes renováveis intermitentes, especialmente a solar. Vidinich alertou para o descompasso entre os horários de maior geração e os períodos de maior demanda, situação que pode ampliar a necessidade de contratação de usinas termelétricas e pressionar as tarifas. “Temos excesso de energia solar na hora do almoço e falta de energia na hora do jantar, porque o sol se põe e nós precisamos ligar termelétricas”, explicou. Segundo o consultor, o desafio é desenvolver um planejamento que valorize as energias renováveis, mas assegure disponibilidade de potência nos momentos em que o sistema efetivamente necessita, evitando custos adicionais para os consumidores.

Durante o encontro, os conselheiros também discutiram a elaboração do Plano de Ações e Metas (PAM) para 2027, cuja documentação deverá ser encaminhada à ANEEL até 30 de outubro, além da preparação do Relatório Anual de atividades. Foram abordadas, ainda, iniciativas para ampliar a integração e o compartilhamento de experiências entre os Conselhos de Consumidores. Com essas discussões e encaminhamentos, o CONCESE reafirma sua atuação no acompanhamento das decisões regulatórias, no fortalecimento da representação institucional e na defesa de medidas que contribuam para a segurança do fornecimento e a proteção dos consumidores de energia elétrica em Sergipe.