Energia 2030: CONCESE aborda os desafios para aproveitar melhor a energia renovável

Quarta publicação da série explica por que usinas solares e eólicas precisam reduzir a geração, mesmo quando há condições favoráveis para produzir eletricidade.

O Brasil ampliou sua capacidade de geração de energia solar e eólica, mas enfrenta dificuldades para aproveitar integralmente esse potencial. Na quarta publicação da série ENERGIA 2030, intitulada O sol não espera, o Conselho de Consumidores da Energisa Sergipe (CONCESE) aborda os cortes na geração renovável e os desafios para tornar o sistema elétrico mais eficiente.

Conhecido como curtailment, o fenômeno ocorre quando usinas são obrigadas a reduzir a geração de eletricidade, mesmo diante de condições favoráveis de sol e vento. Isso significa que parte da energia que poderia ser produzida deixa de ser aproveitada. A situação envolve fatores como limitações na transmissão, necessidades de equilíbrio entre oferta e demanda e exigências de segurança na operação do sistema elétrico.

O crescimento das fontes renováveis exige adaptações na infraestrutura energética brasileira. A ampliação das redes de transmissão, o desenvolvimento de sistemas de armazenamento e a adoção de tecnologias capazes de oferecer maior flexibilidade à operação estão entre as alternativas para reduzir os cortes. Essas medidas, entretanto, exigem planejamento, investimentos e avaliação de seus custos.

Para o período de 2027 a 2030, um dos principais desafios será conciliar a expansão das energias renováveis com a capacidade do sistema elétrico de transportar e aproveitar a eletricidade disponível. O problema também possui consequências econômicas, pois os custos relacionados aos cortes de geração e às soluções adotadas podem repercutir sobre o setor e, conforme as regras aplicáveis, sobre os consumidores.

Com a série ENERGIA 2030, o CONCESE busca ampliar o conhecimento da população sobre questões estratégicas do setor elétrico brasileiro. Ao abordar o aproveitamento da energia renovável, o Conselho destaca a importância de decisões técnicas, planejamento e transparência, mantendo seu compromisso com a eficiência do sistema, a modicidade tarifária e a defesa dos interesses dos consumidores.