O Conselho de Consumidores da Energisa Sergipe (CONCESE) apresentou contribuições à Tomada de Subsídios nº 012/2026 da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), iniciativa voltada à atualização da base de dados que servirá de referência para o cálculo dos Custos Operacionais Regulatórios das distribuidoras nos processos de Revisão Tarifária de 2027. O processo considera informações do triênio 2022–2024 e busca aperfeiçoar os parâmetros utilizados para medir a eficiência operacional das concessionárias.
Entre os pontos destacados pelo Conselho está a necessidade de que a metodologia regulatória passe a considerar de forma mais consistente os impactos dos investimentos em automação das redes e na implantação de sistemas de medição inteligente. Na contribuição apresentada, o CONCESE argumenta que essas iniciativas vêm alterando significativamente a dinâmica operacional das distribuidoras e produzindo efeitos concretos sobre custos e processos.
Segundo o documento, tecnologias como medição inteligente e automação contribuem para redução de despesas relacionadas à leitura de consumo, corte e religação, erros operacionais, receitas irrecuperáveis e perdas não técnicas. O Conselho observa que, embora os investimentos realizados sejam reconhecidos nos mecanismos tarifários, os ganhos operacionais decorrentes dessas transformações precisam ser adequadamente refletidos nos parâmetros utilizados para definição dos custos regulatórios.
O CONCESE também registra que o aperfeiçoamento da base regulatória pode contribuir para ampliar a aderência entre investimentos realizados e resultados operacionais efetivamente alcançados. Para o Conselho, o debate promovido pela ANEEL representa uma oportunidade de fortalecer mecanismos regulatórios orientados por eficiência, transparência e equilíbrio entre sustentabilidade do setor e proteção dos consumidores de energia elétrica.
